Diálogo?*
Manu Rangel | June 8, 2009*ou um pouco do pedaço do que é aquilo que se pode chamar “o que está sendo escrito ultimamente”
Enquanto ela…
“A diferença entre a gente é que, pelo menos, eu tentava descobrir o que não queria para a minha vida. E lutava por possibilidades mais felizes, sem excluir ninguém dos meus planos.
Você só tratava de reclamar. Sua insatisfação me era um campo minado.
Acho que somos estilos muito diferentes para conviver em harmonia.
Enquanto eu tinha o que era importante quando estava ao seu lado, você saía, ficando no mesmo lugar, em busca de outra coisa que não viver a gente, ali, inteiro e simples.
A verdade é que eu permitia seus erros, eu é que me deixava enfraquecer, invalidar por você.
Logo eu, superlativa, o oposto disso tudo. Logo eu, admirável, falante de idiomas e dançarina do cha-cha-cha. Logo eu, bem-humorada e, dizem por aí, dona de um excelente beijo.
Logo eu, que sempre te achei um idiota e recusava mãos dadas em público, quando começamos.
Logo você, que nem é o melhor sexo ou um grande beijo.
Mas foi só acreditar que você era realmente era um cara legal, “dá uma chance pra ele!” - eu repetia para mim mesma; mas foi só eu dar essa chance que você, magistralmente, me provou o contrário: se provou egoísta. Não viu que me magoava. Ou, pior: viu e não se importou. Boa, maestro.
Eu também fiquei brava e até gritei. Mas nossa língua não era a mesma, você não entendeu.
Fomos. nenhuma conexão, nada. Absolutamente nada.
Vivi uma história que não era para ser só minha. E ou porém história que só funciona quando há dois narradores, dois autores, não sei.
O bom é que virão muitas outras histórias que valem a pena serem contadas.
E uma boa taça de vinho para acompanhar os risos e olhares presos.
Melhor: duas taças de vinho. Para duas pessoas diferentes juntas em seu cada um.
E jazz na vitrola.
Acabou.”
…Ele…
“Eu sei, fui um idiota. E continuo sendo um idiota que pensa em você quando bebe e que continua sendo um idiota cheio de medos e incertezas. Medo até de te dizer isso. Idiota mesmo.”
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As pessoas não mudam?
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Algumas coisas parecem que nunca deixam de doer dentro da gente. Verdade, diminuem a intensidade e a frequência conforme o tempo vai passando. Mas nunca deixam de doer. São dores. Que nada!
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Mas é que um pouco de admiração não seria nada mal para a gente. Olhar no olho, pelo menos, ao menos tentar ver através dos olhos dos outros.





