Manu Rangel

do nada: tudo. e de tudo um pouco.
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Pra esclarecer

Manu Rangel | March 26, 2009

Muitas pessoas vieram me perguntar o motivo de eu não ter postado a nova versão mística de INRI CRISTO. Dessa vez, a paródia é com Rehab, da nossa Amy Keith Richards Winehouse.

A razão é simples: não quero, cansei.

Ponto final. É isso.

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Impressão

Manu Rangel | February 3, 2009

Às vezes sinto como se tivesse começado a escrever antes mesmo de aprender a falar.

Não que eu ache isso bom. Não sou daqueles que tomam a escrita como um dom e vociferam seus feitos aos quatro ventos.

Para mim, é muito mais: trata-se de manter-me viva nesse mundo.

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Todo mundo tem um pouco de Maysa

Manu Rangel | January 10, 2009

Nem adianta negar, todo mundo tem um pouco de Maysa.

O @inagaky acabou de passar esse link no twitter e eu eu faço questão de colocar por aqui também. É uma entrevista da moça reproduzida no Pop Cabeça e que vale muito a pena se lida.

Tá aqui a matéria. Pedacinho:

“Você se sente sozinha? Tem medo de ficar sozinha?

Pavor. Quando estou só, tenho certeza de que sou maior do que eu mesma e isto me apavora. Ninguém deve conhecer a sua própria dimensão.”

Não deixe de ler o resto.

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Ne Me Quitte Pas

Manu Rangel | January 2, 2009

Não, não é um exercício para a melhoria da sua pronúcia no idioma do biquinho.

Até porque a pronúncia de Alíbera e Asuzana não é grande coisa. Até Inri Cristo deixa a desejar na hora de falar em francês. E eu que achava que ele falava o idioma do amor… que nada! É francês mesmo!

E ele garante que não vai quitter (deixar) ninguém. Ufa!

O vídeo, como sempre, está impagável.

Beijodivirta-se

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INRI é Tóxico

Manu Rangel | December 19, 2008

Tá, tá, sei que demorei a postar. Logo eu, amiga de INRI CRISTO no orkut, aquela que tem uma relação de alma com ele, não tinha postado ainda. Ó-quei! Demorei, mas postei! Tava sem tempo antes (Ainda continuo sem tempo, mas…)
Se todos os outros estão postados por essa que voz escreve, por que logo o que faz paródia da música da nossa amiga 666 Britney não estaria?
Se joga, Jésus!

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Madonna, não! FERNANDO é o nome!

Manu Rangel | December 14, 2008

Eu tava agora lendo o Bagaça Pop e não teve como não postar o vídeo do RJTV por aqui.

Parece que escolheram a dedo (podre) os entrevistados.

Gente,  ser jornalista tem seus momentos de incontrolável divertimento, não é não?

Meu sonho é entrevistar pessoas assim!

A chave-de-ouro é mesmo o último entrevistado. Diretamente de Belo Horizonte para o mundo, Fernando, o barrigudo-dançarino!

(MEDA!)

divirtam-se!

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Viva a mulherada

Manu Rangel | December 9, 2008

Tudo começou como um e-mail da Marianinha sobre o assunto… depois pitacos das amigas, o resultado – até agora – é mais ou menos esse:

Ser mulher é melhor do que ser homem porque…

  1. Pares de peitos conseguem favores que até Deus duvida
  2. Temos orgasmos múltiplos
  3. Trabalhamos de chinelo e bermuda
  4. A desculpa básica “ Estava com cólica e por isso me atrasei” sempre cola no trabalho
  5. Podemos ficar excitadas em público
  6. Um simples chocolate pode nos acalmar nas horas mais estressantes
  7. Em um naufrágio, temos preferência no bote
  8. Naquela viagem perrengue, dividimos cama com amigas sem virarmos chacota
  9. Somos capazes de nos entender. Mesmo falando todas ao mesmo tempo
  10. Você não precisa trocar o pneu do carro. Sempre tem alguém que troca para você
  11. Você pode gastar o seu salário. E o do seu marido
  12. Você não precisa provar a toda hora que é macho
  13. Você não precisa carregar peso
  14. Você não tem que matar barata
  15. Você pode brigar com quem quiser e, depois, para não ter que pedir desculpas, pode dizer que era TPM
  16. Você pode dar quantos foras quiser em um homem que ele sempre vai te cantar
  17. Você não tem que usar gravata
  18. Você nunca fica a pé. Tem sempre um cara para te dar carona.
  19. O motorista do ônibus pára no ponto e fora dele para você.
  20. Existem mais ginecologistas do que urologistas.
  21. Você não precisa ser perfeita para ouvir assobio na rua, basta uma mini-saia
  22. 98% da indústria de cosmético são para nós e 89% da de moda, também
  23. Podemos usar tanto rosa quanto azul
  24. Podemos diversificar numa festa black-tie
  25. Pés femininos têm até fã clube
  26. Se resolvemos exercer uma profissão masculina, somos pioneiras. Se os homens fazem isso em profissões femininas, são bichas
  27. Podemos prestar atenção em varias coisas ao mesmo tempo
  28. Nunca teremos dúvida se o filho é realmente nosso
  29. Não precisamos ir à guerra
  30. Não ficamos carecas
  31. Temos um dia internacional
  32. Não corremos o risco de passar por aquela humilhação : “ Que foi? Tá com frio ou é assim mesmo?”
  33. Se você não goza, não é impotente… nem incompetente
  34. Boates, geralmente, são mais baratas. E ainda nos dão drinks
  35. Se o noivo não aparecer, ninguém nota
  36. Podemos chorar em público
  37. Ninguém desconfia de nós quando soltamos um pum

Mais alguma sugestão?

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Mais um poeta da vila

Manu Rangel | October 21, 2008

Suburbano, negro, amante do samba. Se Luiz Carlos da Vila fosse só isso, seria mais um na multidão. Mas ele não era só isso não. Ainda bem. Por conta dele, tivemos a chance de ouvir grandes composições do mundo da nossa música. Um dos melhores e mais bem escritos sambas de todos os tempos é de composição de Luiz Carlos da Vila. Em parceria com Arlindo Cruz e Sombrinha, escreveu clássicos do batuque de qualquer pandeiro. Com Candeia, brincou com palavras e melodias. Com tantos outros compositores, fez o mesmo, o que sabia fazer de verdade: samba.

Figura altamente representativa da malandragem carioca e do divertidíssimo e tradicional bloco Cacique de Ramos – bairro onde nasceu -, Luiz Carlos da Vila é mais um poeta com que o bairro da zona norte nos presenteia. Presente de imensa genialidade. Mais um Poeta da Vila, mais um que se foi e deixou um trabalho alegre, lúdico e de indiscutível riqueza. Valeu, Zumbi.. Valeu, Luiz Carlos da Vila! Não tem como não se arrepiar…

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Eles voltaram

Manu Rangel | October 5, 2008

Eles voltaram. Meu Deus, INRI e suas discipulas voltaram. Reparem que o negócio tá evoluindo, vejam bem…

Quem é aquela múmia discípula que aparece no final? O INRI CRISTO é muito tosco gênio! Tenho certeza de que, para fazer um vídeo assim, é preciso muita droga fé…

Não consigo escrever sobre o vídeo, estou em estado de choque. Vocês também ficarão.

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Machado de Assis

Manu Rangel | September 29, 2008

Joaquim Maria Machado de Assis. Mais conhecido como Machado de Assis, é o meu escritor preferido.
Seus trabalhos são geniais, sua ironia e seu sarcasmo na maneira de descrever o Rio de Janeiro daquela época são incomparáveis. A gente vê os personagens de Machado com clareza absoluta, tamanha a capacidade que tinha em descrever pessoas, fatos, situações. Não tem como ler Machado sem se transportar para a pobre e fétida cidade do rio de Janeiro da segunda metade do século IXX. A mesma cidade que é retratada de forma azeda por Machado é tão povoada de personagens únicos e encantadores – mesmo os mais desprezíveis, que ironia! – que se torna até um pouco mais atraente.
Sempre que leio e releio Machado me sinto como uma de suas personagens, não importa quem. É incrível como a forma do escritor relatar o universo ao redor é perfeita a ponto de sentirmos cheiros, gostos, de ficarmos constrangidos com situações passadas nas páginas das obras.
Não consigo precisar qual é a minha leitura favorita quando se trata de Machado. Machado é o meu favorito, independentemente do livro que eu esteja lendo. Ou relendo.
Ainda vou consegui desvendar os famosos e famigerados olhos de ressaca de Capitu, talvez a mais conhecida personagem de Machado. E a mais difícil de se explicar, contudo.
Confesso não ser a minha favorita, mas também me fascina.
O melhor início de livro de todos os tempos é dele também. Não adianta, não tem para ninguém:
“AO VERME QUE PRIMEIRO ROEU AS FRIAS CARNES DO MEU CADÁVER DEDICO COMO SAUDOSA
LEMBRANÇA ESTAS MEMÓRIAS PÓSTUMAS”

Memórias Póstumas de Brás Cubas foi publicado em 1881.
Não é somente o início do Realismo tupiniquim não. Ora, é muito mais!
Para começo de conversa, o narrador é um morto. Um morto bastante agressivo nas suas declarações. Mas, o que se poderia fazer contra ele? Até morto o cidadão já está…
É bem verdade que, quando vivo, sua existência não foi das mais exuberantes, ele não era nenhum exemplo para ninguém e nem se consagrou por nada. Ou seja, como a maioria de nós.

Mas o fato maior é esse: todos somos machadianos, todos somos personagens de Machado, todos somos Machado.

Agora me despeço, vou ler Machado.

E você também deveria.

“Ao leitor
Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, coisa é que admira e
consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará, é se este outro livro não tiver os cem
leitores de Stendhal, nem cinqüenta, nem vinte, e quando muito, dez.. Dez? Talvez cinco. Trata-se, na
verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um
Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado.
Escrevia-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse
conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umas aparências de puro romance, ao passo que a
gente frívola não achará nele o seu romance usual; ei-lo aí fica privado da estima dos graves e do amor
dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião.
Mas eu ainda espero angariar as simpatias da opinião, e o primeiro remédio é fugir a um prólogo explícito e longo. O
melhor prólogo é o que contém menos coisas, ou o que as diz de um jeito obscuro e truncado. Conseguintemente, evito
contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias, trabalhadas cá no outro mundo. Seria
curioso, mas nimiamente extenso, aliás desnecessário ao entendimento da obra. A obra em si mesma é tudo: se te agradar,
fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.
Brás Cubas”

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Brás Cubas, Literatura Brasileira, Machado de Assis, Rio de Janeiro, século IXX
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Manu Rangel é aquele tipo de pessoa que vive querendo ganhar na loteria. Mas nunca aposta. E sempre reclama da sorte.

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