Manu Rangel

do nada: tudo. e de tudo um pouco.
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Mais sobre mim

Manu Rangel | March 19, 2009

Eu não sou “meio” nada.

Eu sou inteira no que quer que eu faça,

Em tudo.

Não sou “metade” de ninguém.

Não sou o que é essencial

Sou o que é delicioso

Sou o feriado ensolarado.

Sou o complemento,

A sobremesa.

Sou o último e mais saboroso

Desfecho.

Sou supérflua.

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no reino da capoeiragem

Manu Rangel | March 20, 2008

os que vieram primeiro.

nesse tal reino existem dois meninos. são crianças. criança é criança e pronto. e essa é a melhor palavra para elogiar alguém. chamar de criança.

são dois meninos diferentes, porém:

um está vivendo um momento muito interessante: sabe aquela época da nossa vida que a gente quer engolir o mundo em um segundo? e de uma maneira própria que ninguém, por mais que tente, consegue entender? por isso fala. e fala. e fala. e grita porque alguém precisa escutar, afinal! é um mocinho bem observador, contudo (e seu irmão também).
esse moreninho de que falo é extremamente sensível e futuro grande músico. tem uma coisa no jeito de olhar que parece um raio-x e, com isso, consegue ler comportamentos como um desses sábios anciões que a gente sempre admira a barba branca. é o máximo porque, ainda por cima, gosta de belchior.

o outro menino, seu irmão, um pouco mais jovem e de pele mais clara, tem o olho puxadinho e um sorriso que dá vontade de comer! tem hora própria, o menino. opinião também. nessa propriedade toda ele acorda quando vamos dormir e dorme quando o mundo tá correndo. depois, abre os olhos, vira o rosto… “tô com sono, pô!”
mas é só pedir com jeito que o sorriso abre de novo e começam palavras doces e sagazes toda vida a sair por entre os dentes (que caem…). claro, de vez em quando, ele olha uma escada e alerta: sabia que você pode morrer se cair dessa escada? vai saber…

esses meninos são lindos que só. e sempre surpreendentes.
eles têm uma mãe que parece uma guerreira. alta, morena, forte e bela. imbatível. combustível da família. iansã. barulho e silêncio. calma e nervosismo. coordenadora.
aliás, não parece guerreira, é. e muito e sempre!
além desses dois filhos, tem o filho-marido, o filho-agregado e todos os outros filhos-do-coração (alguns deles espalhados nas duas carruagens que seguiram nessa odisséia). adora rir! rir com, para e da cara dos outros. aliás, essa é uma característica comum a todos desse tal reino…
batalha muito e protege. é mãe, é fonte. e uma grande, enorme amiga. nem preciso contar porque pessoas especiais a gente sente, não explica.

tem um rapaz, um cabeludo de vinte e poucos anos, que é músico (e motorista). falando assim, há dois. mas esse de que falo é motorista de perereca.

o outro músico viajandão dirige um negão (por mais estranho que isso soe…). dele, falamos depois.

enfim, o tal rapaz que dirige a tal perereca atômica é gente boa que só. o sorriso franco ele herdou do pai. a boa-vontade e paciência são características marcantes. sabe de poesia, sabe o que quer. sabe que vai. sabe jogar capoeira. e sabe muito bem quem se manda para a china ou não. sabe falar e ficar quieto. acorda engraçado e acha tudo engraçado quando acorda. acho que nunca vi o rapaz de mau humor. sempre centrado. talvez por já ter visitado as experiências do inconseqüente.
é curioso e inteligente: não tem vergonha de perguntar.
arranjou uma companheira muito querida e que é sua versão feminina e complementar.essa, veio de outro reino, bem distante. mas parece que nasceu e foi criada com o povo do cacique (tem um cacique nesse reino de que falo). adora comer bananas e beber bastante água, assim como eu. ou seja, uma figura. com um vocabulário afiado e um senso de humor de poucos, soma e multiplica. em todos os sentidos, pois é boa de matemática também. vai buscar suas coisas em casa e logo vem de vez. ainda bem! precisamos de mais gente assim por aqui. vivendo aqui. sendo aqui. e assim.
mas falar em separado desse casal peculiar é difícil porque a figura jovem dos dois forma uma coisa só. bastante sincera, real e divertida. ele: “o volante travou, vou bater, galera”.e ela: “tá.”… !!! amizade nova, amizade que parece já velha amiga!

um dia, chegou nesse reino um careca que veio de um lugar de muitas águas. esse é lutador. veio porque quer ficar mais perto do cacique. precisa beber novas águas, águas mais fortes, talvez. veio porque sabe que aqui é o seu lugar.
é outro que adora dar risada. mas acorda de mau humor e implica com a gente. joga muita capoeira mas parece que não consegue perceber isso. os outros habitantes estão no reino para fazer com que ele acredite em seu jogo, ajudar. disso ele sabe. e ajuda todo mundo também. ah! adora chuveiros. conta piada e a gente ri. conta piada e ri sozinho. e canta como um sabiá.

o outro habitante é dos mais estranhos… e é engraçado até quando não quer. por mais que tente ser chato, não adianta, não consegue. é engraçado mesmo assim. e faz a gente rir até quando não está. ele ainda não sabe que chatice é bom, deve ser isso. fala com um carro como se falasse com um príncipe… acorda de manhã e faz café – bom o café -, mas quer mesmo é tocar violão. é grande, bonito, alto, parece um cavalo de tróia. tem 200 anos às vezes. às vezes, 2. olha e não dá pra saber se é aprovando ou reprovando. parece olhar de pai, parece olhar de filho. se diz ansioso mas é calmo. é filho do cacique também. é do coração. diz que desgosta das manias dos outros porque, mesmo jovem, já viu que nessa vida há manias desgostosas. hoje vive de suco e regras. mas é totalmente não-convencional e essencial e adorável como todos os personas dessa saga.

quem comanda isso tudo é um cacique.

o cacique dessa tribo metamórfica é um mestre-poeta-careca-cabeludo-cantador-pai-filho-amigo-irmão-que-palavras-não-bastam. anda pelo mundo com seu berimbau, seu coração em eterno conflito e sempre em paz, com suas guias, forças e crenças e um sorriso largo que acalma, seguido de um olhar que assusta e dá confiança. um silêncio que está sempre berrando por aí, aos quatro ventos, que veio tanto para ficar, como para ser.

todos sobre os quais falamos são pequenos retratos formados um pelo outro. a cola para prender tantas caras, manias e sorrisos é o cacique, é o mestre. é o fio. é ele a figura formada e formadora desses personas. é mestre no sentido mais amplo e viral, visceral da palavra. é coração. é medo, coragem, dedicação. é coisa, é bicho, é gente, é E.T., é falta de adjetivo para explicar. o homem ainda não teve capacidade de criar palavras para certas existências.
nesse reino, são todos iguais, todos diferentes. as características são únicas, mas estão em cada traço de cada morador do reino.

numa madrugada dessas qualquer, ainda vou morar lá também…

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novos clássicos do cinema

Manu Rangel | February 29, 2008

O cinema é uma arte. E em constante renovação. Uma criatura sem limitações.

Clássicos não são somente os filmes antigos. Podemos citar algumas criações recentes que se enquadram perfeitamente nesse perfil. Clássicos são atemporais.

Muitos deles tratam de guerra, batalhas indômitas e que, em muito, se aproximam da realidade.

Podemos citar grandes produções como Platoon e, mais recentemente, Cartas de Iwo Jima, com iluminação e fotografia maravilhosas, além de excelente direção e roteiro.

Outra parte que muito me interessa em um filme é a questão das falas.

Vários diálogos são antológicos e, nesse campo, há um filme brasileiro que eu acho uma obra-prima e que se chama “A Máquina” (de João Falcão).

Mas preparem a pipoca porque tem novidade no pedaço. Com um inglês impecável (há legendas) e uma produção explendorosa, assistam agora ao trailer do filme que vai mexer com o cinema do século XXI:

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a arte da dedicação

Manu Rangel | February 20, 2008

Quando quiser realmente conquistar algo, dedique-se de verdade ao objetivo.

Nenhum vencedor é nato.

São dias de muita dedicação, o corpo exausto e a cabeça confusa. Mas seguindo em frente.

O tempo que você gasta se lamentando por não ter o que quer ou não ser quem você quer é o tempo que você deveria gastar com trabalho e luta constantes, rumo ao sucesso.

Lutadores existem muitos. Verdadeiros guerreiros, poucos.

Use todos os momentos do seu dia para se aprimorar. Cada situação deve ser levada à extrema potência para que você vença.

Ninguém prometeu que seria fácil. Não adianta desistir agora. Aprenda com erros. Seus ou dos outros.

Não é sempre que você precisa errar para aprender.

Mas, acima de tudo, siga os bons exemplos:

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Pode vir forte que somos do Norte!

Manu Rangel | January 10, 2008

Assim como definir Chiquinha Gonzaga, Tom Jobim e outros gênios da música brasileira, apresentar a Banda Calypso não é fácil.

Sua qualidade musical é indiscutível. A riqueza ímpar nos arranjos, letras e coreografias impecavelmente bem feitas e executadas, modifica o cenário da história da nossa música em todas as suas vertentes desde Villa-Lobos.

Criada pelo casal Chimbinha e Joelma no ano de 1999, em Belém do Pará, esse caldeirão musical ultrapassou as fronteiras da região para se tornar a mais grata revelação dos últimos tempos.

Formada por excelentes músicos (Zé Brasil – percussão, Sebastião Bruno – teclados, Teobaldo Júnior – bateria, Nelson Ferreira – baixo), a Banda Calypso lança seu primeiro DVD, “Ao Vivo em Belém”, no próximo mês. Nele constarão, entre outros, os sucessos: Mexa o pézinho (“Mexa o pézinho e vai soltando todo corpo de vez/ Depois me abraça com carinho e a gente pode fazer tudo outra vez”), Cúmbia do amor (“O meu coração cheio de paixão/ Grita teu nome onde quer que eu vá/ Sonho com você/ choro por você/ Porque eu nasci pra viver com você”) e Amor Garanhão (“Meu amor, você pode ser o garanhão/ você pode ser tudo de bom/ você pode ser o cara/ mas pra me conquistar você tem que rebolar”).

E a qualidade não pára na letra. Com um figurino belíssimo servindo, inclusive, de inspiração para a Semana de Moda de Milão em 2006 e uma coreografia digna da Broadway – mérito do criativo estilista e bailarino Frank Vianna -, a gravação de “Ao Vivo em Belém” promete arrematar respeitados prêmios de música mundial

A aclamada Banda Calypso veio mesmo para ficar. Novo xodó dos mais badalados DJs e personal sound tracks e unanimidade nos cd players dos lugares mais sofisticados do eixo Rio – São Paulo, já atravessou o Atlântico e aportou em cidades-referência como Paris e Londres.

Os exigentes franceses trocaram a força de Edith Piaf pela melódica voz de Joelma. Chimbinha, com sua hipnotizante guitarra também não fica para trás. Tornou-se o queridinho dos entendidos no assunto. Eric Clapton que se cuide.

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Manu Rangel

Manu Rangel é aquele tipo de pessoa que vive querendo ganhar na loteria. Mas nunca aposta. E sempre reclama da sorte.

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Agradeço especialmente ao Bruno Alves (www.brpoint.net), pela hospedagem e eterna boa-vontade. Agradeço infinitamente ao Victor Pencak (www.victorpencak.com) por tudo. Hoje e sempre! É um moço de muito futuro, o rapaz!!! Mais ainda pela paciência comigo.

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