Manu Rangel

do nada: tudo. e de tudo um pouco.
  • rss
  • Home

Confissões

Manu Rangel | February 29, 2008

Apenas observo

E depois me pergunto :

De quantos desses homens

Eu já fiz meus amantes?

Seja na cama ou no sonho

Que o sono me trouxe antes.

Eu conto,

Eles cantam.

Eu aguardo,

Guardo e jogo fora.

E eles,

Finalmente (viva!),

Vão todos embora.

Comments
No Comments »
Categories
poesia prosa poesia em prosa
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

poema masculino

Manu Rangel |

Todas as putas

Ameia-as todas:

Uma por uma.

Paixão?

Senti por poucas

Mas com todas eu passei

Minha noite em claro.

Comments
No Comments »
Categories
poesia prosa poesia em prosa
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

novos clássicos do cinema

Manu Rangel |

O cinema é uma arte. E em constante renovação. Uma criatura sem limitações.

Clássicos não são somente os filmes antigos. Podemos citar algumas criações recentes que se enquadram perfeitamente nesse perfil. Clássicos são atemporais.

Muitos deles tratam de guerra, batalhas indômitas e que, em muito, se aproximam da realidade.

Podemos citar grandes produções como Platoon e, mais recentemente, Cartas de Iwo Jima, com iluminação e fotografia maravilhosas, além de excelente direção e roteiro.

Outra parte que muito me interessa em um filme é a questão das falas.

Vários diálogos são antológicos e, nesse campo, há um filme brasileiro que eu acho uma obra-prima e que se chama “A Máquina” (de João Falcão).

Mas preparem a pipoca porque tem novidade no pedaço. Com um inglês impecável (há legendas) e uma produção explendorosa, assistam agora ao trailer do filme que vai mexer com o cinema do século XXI:

Comments
2 Comments »
Categories
contemporâneas, ficções
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

sufoco

Manu Rangel | February 28, 2008

“Cercada pela cidade

Pelos carros

Pelo concreto

Que me impedem de ver o mar.

Cercada pela correria

Letargia

Pela pobreza

Incerteza dessa esquina.

Essa rua que me cerca

Depois dessa curva incerta

Onde vai dar?
Deserto de concreto povoado

É o que se há de alcançar

Sigo em frente,

dobro a esquina,

Não me permito esperar.

Vou com a passeata do tempo,

No embalo desse vento

Que não me deixa descansar.

Quero árvores e horizonte

Silêncio, mato, fonte.

Quero um canto para pensar.”

Comments
2 Comments »
Categories
poesia prosa poesia em prosa
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

acorda, amor

Manu Rangel | February 25, 2008

Às vezes a gente sonha

Os sonhos que não são da gente.

O sonho é pesadelo, às vezes,

Difícil de acordar.

A gente grita.

Às vezes, parece um pesadelo

O nosso sonho.

E a gente com os olhos abertos.

Sonho bom, sonho ruim, sonho dos outros.

Que o amanhã chegue logo

E a gente possa dormir um pouco.

Comments
2 Comments »
Categories
poesia prosa poesia em prosa
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

Álvaro e Fernando

Manu Rangel | February 22, 2008

POEMA EM LINHA RETA 

“Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.”

Comments
No Comments »
Categories
poesia prosa poesia em prosa
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

eclipse

Manu Rangel | February 21, 2008

a gente espera.

aguarda a noite escurecer de vez

a lua cheia na cidade da gente que tá lá fora,

a lua turva na cidade da gente que não pára nem pra ver a lua.

a gente corre da lua. e nuvens chegam pra ajudar.

e, sem perceber, a gente testemunha a lua escurecer.

a luz da cidade da gente nem reparou.

mas a lua se escondeu lá no céu.

Comments
No Comments »
Categories
poesia prosa poesia em prosa
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

a arte da dedicação

Manu Rangel | February 20, 2008

Quando quiser realmente conquistar algo, dedique-se de verdade ao objetivo.

Nenhum vencedor é nato.

São dias de muita dedicação, o corpo exausto e a cabeça confusa. Mas seguindo em frente.

O tempo que você gasta se lamentando por não ter o que quer ou não ser quem você quer é o tempo que você deveria gastar com trabalho e luta constantes, rumo ao sucesso.

Lutadores existem muitos. Verdadeiros guerreiros, poucos.

Use todos os momentos do seu dia para se aprimorar. Cada situação deve ser levada à extrema potência para que você vença.

Ninguém prometeu que seria fácil. Não adianta desistir agora. Aprenda com erros. Seus ou dos outros.

Não é sempre que você precisa errar para aprender.

Mas, acima de tudo, siga os bons exemplos:

Comments
No Comments »
Categories
ficções
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

o rio correu pra onde?

Manu Rangel | February 12, 2008

É muito triste ver o lugar que a gente ama sendo destruído.
Não sou carioca de nascimento, mas de opção. Moro aqui há sete anos e vejo, a cada dia, a cidade mais abandonada, mais sucateada.
Eu, que sempre tive a maior paciência com as pessoas que moram na rua, com os vizinhos que jogam lixo no chão, com o porco que suja a praia, tô ficando irritada. Não tenho mais um minuto de sossego. É sair na rua e ouvir: “dá moeda aí, tia!” E não é só criança. É criança no colo de mãe, no colo de pai, fora do colo, mãe no colo de pai. Avô, tio, sobrinha e primo. Muitos deles, é verdade, com muito mais saúde pra trabalhar do que muita gente que eu conheço. A questão é que ser mendigo virou profissão. E bastante lucrativa.
Dizem as pesquisas que a renda por pedinte no bairro de Copacabana pode chegar a – acreditem! – R$ 1.200 mensais.
Aí você pensa: o cara já não é chegado no batente, já gosta de uma pinga, cola, pó, bagulho, sexo em público, o que seja; o salário mínimo é de R$ 380,00 e, morando na rua, ele ganha bem mais e ainda pode curtir sua anarquia em paz…
Trabalhar pra quê? Se trabalhar, vai acabar morrendo, isso sim. O corpo não vai agüentar.
Ao mesmo tempo, tem a questão da falta de orgulho – sim, porque banho e cama são sinônimos de dignidade, de amor por si mesmo. Ah! só pode ser doença! depressão! obsessão espiritual, sei lá!
Aí a gente pensa de novo: é falta de vergonha na cara mesmo.Tem um monte de gente que vive em condições ridículas de qualidade de vida e nem por isso deixam de trabalhar, de ter dignidade.
Aí eu penso de novo: mas cada um é cada um… blá, blá, blá.
Eu só sei que a minha fraternidade e compaixão têm sido cada vez mais desafiadas.
A começar pelo vizinho porco que acha que janela é lixeira. E que quase colocou fogo na minha casa com um cigarro aceso há uns meses. E o síndico catatônico. Nem os vizinhos são mais os mesmos… cadê o famoso peladão? É o fim dos tempos. Porcos substituem figuras nuas dançando tango… o que aconteceu com a gente?
O pior é que, por mais que eu tente, não consigo me lembrar da encarnação em que vivia no Rio de Janeiro Machadiano e Maravilhoso do Século IXX. Mas sei que era bom…

Comments
No Comments »
Categories
contemporâneas
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

recado de quarta

Manu Rangel | February 6, 2008

aproveita!

brinca, pula, dança, folia!

aproveita teus quatro  dias

que o resto da tua vida é cinzas.

já a minha,

ah, a minha

é um eterno baile de confete e sepentinas!

Comments
2 Comments »
Categories
poesia prosa poesia em prosa
Comments rss Comments rss
Trackback Trackback

« Previous Entries

Manu Rangel

Manu Rangel é aquele tipo de pessoa que vive querendo ganhar na loteria. Mas nunca aposta. E sempre reclama da sorte.

adopt your own virtual pet!

lastfm

Agradecimentos Especiais

Agradeço especialmente ao Bruno Alves (www.brpoint.net), pela hospedagem e eterna boa-vontade. Agradeço infinitamente ao Victor Pencak (www.victorpencak.com) por tudo. Hoje e sempre! É um moço de muito futuro, o rapaz!!! Mais ainda pela paciência comigo.

Twitter Updates

    Blogroll

    • bruno alves
    • Carol Rajão
    • daniel gomes
    • everton fraga
    • fabio seixas
    • hang the dj
    • juju gontijo
    • lou martins
    • Mari G
    • mestre toni vargas
    • My Space Quilombos Urbanos
    • Procura-se Manicure
    • quilombos urbanos
    • trânsito
    • vai que cola
    • van de sande
    • victor pencak

    Categories

    • 2007
    • ano novo 2008
    • contemporâneas
    • ficções
    • Geral
    • observações
    • poesia prosa poesia em prosa
    • R.I.P. antigo blog

    Recent Posts

    • Umbiguismo e Banananologia
    • A vida é um pisca-pisca
    • Tiquinho
    • Só essa só
    • É ela

    Archives

    • February 2010
    • October 2009
    • August 2009
    • July 2009
    • May 2009
    • March 2009
    • February 2009
    • January 2009
    • December 2008
    • November 2008
    • October 2008
    • September 2008
    • August 2008
    • July 2008
    • June 2008
    • May 2008
    • April 2008
    • March 2008
    • February 2008
    • January 2008

    Meta

    • Log in
    • Entries RSS
    • Comments RSS
    • WordPress.org

    My Flickr

    www.flickr.com
    Itens de Manu Rangel Vá para Manu Rangel galeria
    rss Comments rss valid xhtml 1.1 design by jide powered by Wordpress get firefox
    Podcast Powered by podPress (v8.8)