Dia 15 de Maio é o dia
Manu Rangel | April 30, 2008Nascido em 1933, em uma pequena cidade da Inglaterra, John Mayall é uma das maiores alegrias dos amantes de boa música.
Desde sempre artista, John começou sua carreira como manchete de jornal, já que, ainda bem jovem, decidiu mudar-se para a casa da árvore, no fundo de seu quintal. Em uma pequena cidade da Inglaterra, na década de 40, isso é muito artístico!

Na faculdade, John formou-se em design. Só virou um blues man depois dos 30.
No início da carreira, ele se apresentava na The Powerhouse Four e, depois, no The Blues Syndicate.
Nesse tempo, um amigo chamado Alexis colocou a maior pilha em John e eles decidiram tentar a sorte na cidade grande: foram para Londres e formaram a bandinha “John Mayall’s Bluesbreakers”.
Depois de uns anos tocando com diferentes músicos, conheceu Eric Clapton. E aí o bicho pegou de vez: foi amor musical à primeira vista!
Clapton tinha acabado de sair dos “Yardbirds” para se dedicar ao blues. Ainda bem! Essa união rendeu um primogênito: o primeiro álbum dos Bluesbreakers.

Como dizem por aí, tudo o que é bom dura pouco: Clapton e um outro músico da banda, Jack Bruce, saíram e fundaram a Cream.
Mas, como também dizem por aí, tudo tem o seu lado positivo: com a saída dos dois, outros músicos sensacionais passaram na escola John Mayall para gênios do Blues!
Em 1969, John tava “causando” no cenário musical e fazendo sucesso no mundo todo. “The Turning Point” e “Room To Move” tornaram-se clássicos do blues / rock e foi aí que Mayall mudou-se definitivamente para Los Angeles.
A banda, então, tornou-se um marco na inovação no mundo do jazz/ blues/ rock. Também, a galera que o acompanhou nessa empreitada não era fácil: Blue Mitchell, Red Holloway, Larry Taylor, Harvey Mandel. Isso sem mencionar que gente como John Lee Hooker, T-Bone Walker e Sonny Boy Williamson também estava metida nessa história. Imagina a session que não rolava…
Já em 79, John passou por poucas e boas, tanto pessoal quanto profissionalmente. Mas, apesar de não ser brasileiro, como um bom blues man, John Mayal não desiste nunca!
O moço foi se recuperando e, degrau por degrau, as coisas foram acontecendo durante a década de 80. Na década de 90 ele já tinha subido a escadaria toda de novo: em 93, o guitarrista texano Buddy Whittington juntou-se aos Bluesbreakers e trouxe ainda mais gás e energia para a banda. Participou da gravação do álbum “Spinning Coin” e mais do que somente honrou os nomes de seus antecessores no dedilho da guitarra: o cara arrasou!
Já no século XXI, através do seu próprio selo, Private Stash Records, Mayall relançou alguns de seus clássicos (”Time Capsule”, com gravações históricas de 1957 a 62) e organizou coletâneas de algumas turnês (”UK Tour 2K”, com registros ao vivo dos Bluesbreakers na Inglaterra em 2000). Ele lançou também um disco solo: “Boogie Woogie Man”.

Em 2002, Mayall e os Bluesbreakers gravaram “STORIES”, número 1 da Billboard. Grande presente John ganhou, já que em 2003, o músico completou 70 aninhos de contribuição intensa ao planeta Terra. Na data, uns amigos, gente simples como Eric Clapton, Mick Taylor e Chris Barber, se reuníram em Liverpoll para uma jam session com bolo e velas. O encontro virou DVD e CD duplo (todo mundo tem que ter em casa!).

Mayall também virou documentário da BBC: “The Godfather of British Blues” (o Padrinho do Blues Britânico).
Desde então foi um tal de CD, DVD e documentário se espalhando pelo mundo que não acaba mais. E o pai de seis filhos e avô de seis levados netinhos nunca pára!
Ainda bem, já que, para nossa alegria, ele vai fazer um show aqui no Rio, no próximo dia 15!
Vamos todos manter o blues na veia e prestigiar o velhinho de barbas brancas e fôlego de adolescente!
Vai treinando o coração:








