Manu Rangel

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Machado de Assis

Manu Rangel | September 29, 2008

Joaquim Maria Machado de Assis. Mais conhecido como Machado de Assis, é o meu escritor preferido.
Seus trabalhos são geniais, sua ironia e seu sarcasmo na maneira de descrever o Rio de Janeiro daquela época são incomparáveis. A gente vê os personagens de Machado com clareza absoluta, tamanha a capacidade que tinha em descrever pessoas, fatos, situações. Não tem como ler Machado sem se transportar para a pobre e fétida cidade do rio de Janeiro da segunda metade do século IXX. A mesma cidade que é retratada de forma azeda por Machado é tão povoada de personagens únicos e encantadores – mesmo os mais desprezíveis, que ironia! – que se torna até um pouco mais atraente.
Sempre que leio e releio Machado me sinto como uma de suas personagens, não importa quem. É incrível como a forma do escritor relatar o universo ao redor é perfeita a ponto de sentirmos cheiros, gostos, de ficarmos constrangidos com situações passadas nas páginas das obras.
Não consigo precisar qual é a minha leitura favorita quando se trata de Machado. Machado é o meu favorito, independentemente do livro que eu esteja lendo. Ou relendo.
Ainda vou consegui desvendar os famosos e famigerados olhos de ressaca de Capitu, talvez a mais conhecida personagem de Machado. E a mais difícil de se explicar, contudo.
Confesso não ser a minha favorita, mas também me fascina.
O melhor início de livro de todos os tempos é dele também. Não adianta, não tem para ninguém:
“AO VERME QUE PRIMEIRO ROEU AS FRIAS CARNES DO MEU CADÁVER DEDICO COMO SAUDOSA
LEMBRANÇA ESTAS MEMÓRIAS PÓSTUMAS”

Memórias Póstumas de Brás Cubas foi publicado em 1881.
Não é somente o início do Realismo tupiniquim não. Ora, é muito mais!
Para começo de conversa, o narrador é um morto. Um morto bastante agressivo nas suas declarações. Mas, o que se poderia fazer contra ele? Até morto o cidadão já está…
É bem verdade que, quando vivo, sua existência não foi das mais exuberantes, ele não era nenhum exemplo para ninguém e nem se consagrou por nada. Ou seja, como a maioria de nós.

Mas o fato maior é esse: todos somos machadianos, todos somos personagens de Machado, todos somos Machado.

Agora me despeço, vou ler Machado.

E você também deveria.

“Ao leitor
Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, coisa é que admira e
consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará, é se este outro livro não tiver os cem
leitores de Stendhal, nem cinqüenta, nem vinte, e quando muito, dez.. Dez? Talvez cinco. Trata-se, na
verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um
Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado.
Escrevia-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse
conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umas aparências de puro romance, ao passo que a
gente frívola não achará nele o seu romance usual; ei-lo aí fica privado da estima dos graves e do amor
dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião.
Mas eu ainda espero angariar as simpatias da opinião, e o primeiro remédio é fugir a um prólogo explícito e longo. O
melhor prólogo é o que contém menos coisas, ou o que as diz de um jeito obscuro e truncado. Conseguintemente, evito
contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias, trabalhadas cá no outro mundo. Seria
curioso, mas nimiamente extenso, aliás desnecessário ao entendimento da obra. A obra em si mesma é tudo: se te agradar,
fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.
Brás Cubas”

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Brás Cubas, Literatura Brasileira, Machado de Assis, Rio de Janeiro, século IXX
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Confissão

Manu Rangel | September 25, 2008

“Para se fazer poesia,
Fazer a caneta correr
Admito, sem covardia:
É necessário sofrer.”

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Ele voltou!

Manu Rangel | September 12, 2008

Ah, o maravilhoso e incompreensível mundo trash…

“Olá, Pessoal!”

Não tem como cansar desse papo de versão mística do INRI Cristo, né?!
As discípulas me avisaram por mensagem (é que a gente é amiga no  orkut, sabe?!). Logo corri para conferir!
As coreografias continuam sensacionais, a letra impagável e a sacação, de mestre! Quer dizer, de INRI!

Repasso para vocês a nova pérola: a versão mística de Living on a Prayer!

Liberta, DJ!

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Clipe-Piada

Manu Rangel | September 2, 2008

Em se tratando da Amy, todos sabemos que esse clipe é uma piada. Muito me admira ela conseguir fazer cara de careta-que-não-gosta-de-doidão.

O que será que ela tomou pra fazer essa cara limpa?

Deveria tomar mais vezes.

Adoro a Amy… pena que ela não vai mesmo durar muito, né… aproveitemos, pois! Pelo menos enquanto ela não “baleia” de vez…

Aí vai a piadinha:

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